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Ervas Aromáticas

As ervas aromáticas em vasos passaram a ser as escolhidas na minha casa.

Na verdade sempre tive alguma dificuldade com as plantas de decoração, ou regava demais ou regava de menos, até que tive a ideia de começar a plantar ervas aromáticas em vasos. Não posso dizer que desde logo correu tudo bem, mas aos poucos comecei a perceber quais as condições ideais (ou quase) para as minhas úteis plantas.

Manjericão (ver breves detalhes sobre esta planta)

Manjericão copy

Hoje estou convicta que é uma solução perfeita porque são bonitas, perfumam o ambiente, quando estou a cozinhar estou sempre a um passo de uma erva aromática acabada de colher e não têm pesticidas.

Além de todas estas vantagens, são plantas que não precisam de muita atenção, basta regá-las, evitar temperaturas extremas e apará-las de vez em quando para que cresçam.

Salsa (ver breves detalhes sobre esta planta)

Salsa copy

São também fáceis de cultivar, podendo ser com sementes que se vendem em pacotinhos, ou adquirir as plantas pequenas, que são vendidas já dentro de vasos (mesmo nos supermercados) e depois passar para um vaso maior.

Esta última opção tem sido a minha escolha e tem resultado.

Tomilho (ver breves detalhes sobre esta planta)

Tomilho copy

Quanto aos vasos, prefiro sempre de plástico porque são mais leves e logo mais fáceis de transportar, são impermeáveis, por isso a terra não seca tão facilmente, não se partem e são mais económicos.

Alecrim (ver breves detalhes sobre esta planta)

Alecrim copy

 As ervas aromáticas frescas devem ser picadas pouco antes de serem utilizadas para manterem o seu aroma e sabor. A salsa deve ser finamente picada e os coentros grossamente picados.

Aquelas mais fortes, como por exemplo os orégãos, o tomilho, a salva e o alecrim reagem bem à secagem, mas a minha preferência vai para a utilização delas frescas.

Coentros (ver breves detalhes sobre esta planta)

Coentros 2 copy

Cebolinho (ver breves detalhes sobre esta planta)

cebolinho copy

  Oregãos  (ver breves detalhes sobre esta planta e a receita de Pasta de Azeitona onde os oregãos são um ingrediente essencial)

Oregãos copy   Hortelã  (ver breves detalhes sobre esta planta)

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A minha amiga Maria quando soube que eu tinha intenção de escrever um artigo sobre ervas aromáticas enviou-me umas fotos  que tirou no Parque da Fundação Serralves, onde existe uma área dedicada às ervas aromáticas. Partilho essas fotos convoco aqui.

Parque da Fundação Serralves (Ver mais)

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Bolo Moka Gelado

Na Itália a palavra moka, além de significar o nome da cidade na Ilha Maurícia, é também o nome dado ao café feito em casa, na máquina de café inventada em 1933 pelo Engenheiro Alfonso Bialeti e que o tornou famoso.

No Reino Unido e nos Estados Unidos mocha ou mocha é uma mistura de leite quente, café expresso e cacau em pó.

Fica aqui um video que mostra como fazer essa bebida, com uma apresentação extraordinária.

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Popularmente quando falamos num doce associado à palavra moka vem logo à ideia uma combinação de café e chocolate.

Esta sobremesa a que chamei bolo moka gelado, como não podia deixar de ser leva cacau e café, e tem a particularidade de manter uma textura que é fácil de cortar, mesmo quando acabado de sair do congelador. Eu pessoalmente gosto de bem gelado, mas cá em casa há quem prefira que fique apenas no frigorífico, por isso fica ao gosto de cada um…

Esta receita foi inspirada numa da Ina Garten, que sem ser exatamente igual, é muito parecida.

Bolo Moka Gelado (ver receita)

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Cortar um Salmão em Lombos

Comprar um salmão inteiro e cortá-lo em filetes em casa, obriga a um investimento inicial, mas feitas as contas, fica muito mais económico e tem a vantagem de poder ser cozinhado ou congelado de forma mais fresca do que quando os lombos estão em exposição, já cortados há horas.

O que hoje venho partilhar, é essa aventura de escalar um salmão e cortá-lo em filetes, já que é um peixe muito apreciado, principalmente pelos mais novos, que quando o almoço ou jantar é peixe torcem o nariz mas se for salmão já ficam contentes.

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 Este salmão tinha cerca de 7kg e 81cm de comprimento, por isso foi cortado em cima de uma mesa para haver mais espaço de manobra

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Não é muito complicado e não há nada como meter mãos à obra.

Para ver as fotografias passo a passo deste trabalho clique aqui.

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 A quantidade de lombos foi bastante e nada se desperdiçou, até a cabeça e o peixe agarrado à espinha foi aproveitado.

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Grande parte do salmão consumido em Portugal é de aquacultura, importado dos países nórdicos.

O Salmão selvagem,  habitualmente proveniente do Pacífico (Canadá e Alaska), é bastante mais caro e por isso também mais raro de encontrar nos locais de venda ao público.

Há muitas receitas de salmão, mas neste dia aproveitei para fazer uma bem simples:

Salmão com Alecrim Fresco (ver receita)

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 Para acompanhar o salmão fiz uma batatas cozidas, temperadas com alho picado, oregãos e azeite, que combina bem com qualquer prato de peixe e faz das batatas cozidas um prato guloso.

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 Os restantes lombos de salmão foram colocados no congelador em sacos hermeticamente fechados, separados por doses.

Posteriormente, quando for cozinhar os lombos agora congelados, deve haver o cuidado de não descongelar à temperatura ambiente, tal como qualquer outro peixe, deve ser descongelado dentro do frigorífico para evitar o desenvolvimento de bactérias. Numa emergência, os lombos podem se cozinhados congelados.

Entretanto a cabeça e a espinha foram logo cozidas em água e sal. Depois foram removidas as espinhas e ficou apenas a carne do peixe.

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Estes pedaços de salmão podem fazer um sucesso em quiches, empadas, risotos ou em outro prato que se preste a utilizar o peixe com esta forma.

A minha proposta hoje, para aproveitar este salmão, é uma receita de Farfelle com Salmão (ver receita)

Servido no prato grande copy

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Couscous com Tiras de Peru e Sumo Natural de Pera

Quantas vezes vagueamos pelo supermercado sem saber o que comprar, sem saber o que fazer para o almoço ou jantar, porque nos parece que andamos sempre a comer os mesmos cozinhados. Pois para variar, fiz couscous com bifes de peru, onde até os bifes de peru foram também diferentes: cortei-os em tiras e temperei-os com uma marinada de paprika e limão, tornando-os mais saborosos e suculentos.

Couscous com Tiras de Peru (ver receita)

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 Para beber decidi fazer um sumo natural de pera rocha, uma variedade de pera originária de Sintra, que nesta época do ano há em abundância e é vendida a um preço bem acessível.

Sumo Natural de Pera (ver receita)

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 Voltando aos couscous, são um prato tradicional da África do Norte (Argélia, Marrocos e Tunísia) à base de sêmola de trigo. Por esses lugares, os couscous são comidos fazendo com os dedos bolinhas que rapidamente são degustadas.

Os franceses começaram a usá-los na época da conquista da Argélia. 

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Frango de Caril

O pó de caril é uma mistura de especiarias onde o açafrão da índia, folhas de caril, cardomomo, cominhos, cravinho e noz moscada têm presença certa. Depois existem algumas variações em que são acrescentados outros ingredientes como malaguetas, sementes de funcho, pimenta, gengibre, etc.

O caril é típico da cozinha indo-portuguesa e cá em casa é muito apreciado, por isso de vez em quando temos arroz de caril, legumes de caril, peixe de caril… mas hoje venho partilhar o meu frango de caril.

Tenho duas receitas, uma de inspiração indiana, mais condimentada, mas com algumas alterações de forma a ficar adequada ao nosso gosto e outra mais simples e rápida mas que também é do agrado de todos.

Frango de Caril (inspiração indiana)

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Frango de Caril (receita mais simples e rápida)

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A cozinha de Goa, Damão e Diu, regiões que pertenceram ao Estado Português da Índia, é chamada culinária indo-portuguesa.

A história da cozinha indiana está relacionada com a da religião.

No sul a religião predominante é o hindu e consequentemente a sua alimentação é vegetariana e no norte, embora os muçulmanos incluam a carne na sua alimentação, a carne de porco não é permitida. Mas seja no norte ou no sul, as ervas aromáticas e as especiarias são muito utilizadas conferindo aos pratos sabores e aromas especiais.


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Tarte de Menta

Foi a bebida cubana mojito que me inspirou a fazer esta receita.

Alguns dos ingredientes utilizados nesta tarte são os mesmos com que se preparam os mojitos, proporcionando um sabor fresco e diferente.

A quantidade de hortelã a utilizar depende da intensidade do seu sabor, assim como a quantidade de limão também depende muito do paladar de cada um. As quantidades sugeridas na receita são as que em principio agradam à maioria, mas convém, quando estamos a confecionar a tarte, ir juntando a hortelã e o limão e ir provando…

Para quem gosta, o rum torna a tarte mais ousada e lembra bem o tal mojito!

Mas sem rum é igualmente boa.

Tarte de Menta (ver receita)

Tarte acabada copy

fatia 2 copyJá que falei em mujitos, aqui fica também a receita e uma sugestão para quando o consumo de álcool não é aconselhável.

Se seguirmos todas as indicações para a preparação da bebida, utilizando todos os ingredientes exceto o rum, temos também uma bebida deliciosa refrescante e requintada.

mujito pronto2 copy

Mujito (para ver a receita passo a passo clique aqui)

– 3 colheres de sopa de xarope de limão (vende-se nos hipermercados);

– Sumo de meio limão;

– 200 ml de água com muito gás;

– 4 pés de hortelã;

– 1 cálice de rum;

– Gelo picado ou em cubos.


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Bolo de Claras com Nozes

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Bolo de Claras e Nozes (ver receita)

O meu tema de hoje é como aproveitar as claras que sobram de sobremesas cuja confeção inclui apenas gemas.

Do Pudim de Priscos que fiz no fim de semana ficaram claras de ovo que aproveitei para fazer um bolo, mas como levou apenas sete claras e eu tinha quinze de sobra, congelei as restantes.

As claras podem ser congeladas em caixa hermética e podem ser utilizadas num prazo de 10 meses.

Também as gemas  ou os ovos inteiros podem ser congelados, batidos e com uma pitada de sal ou de açúcar, porque as gemas puras não congelam bem. Convém colocar uma etiqueta com o registo da data, quantidade e se tem sal ou açúcar. A validade também é de 10 meses.

Além de bolos, muitos outros destinos podem ser dados às claras, como por exemplo para fazer merengue (vulgar ou italiano) com que se fazem farófias, coberturas de bolos e tartes, pavlova e muitas outras receitas. O pudim molotov pode ser também uma escolha, mas nesse caso o molho terá de ser de caramelo. Eu quando preparo molotov faço com doce de ovos e por isso utilizo os ovos inteiros.

Desta vez usei as claras num bolo de claras e nozes, ideal para o lanche ou pequeno almoço e que pode ser acompanhado com compota.

Bolo de Claras e Nozes (ver receita)

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Fatia com compota copy

Já que falei em merengue vulgar e italiano, aqui fica a diferença entre os dois:

– O merengue vulgar prepara-se com claras de ovo batidas às quais se incorpora açúcar.

– O merengue italiano prepara-se deitando o açúcar em ponto sobre as claras de ovo batidas.


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Salada de Espirais Mediterrânica e Meloa com Mel

Procurei fazer uma refeição rápida e não muito pesada, com cores vivas para animar a mesa e claro está, onde o sabor estivesse tão bom ou melhor que a imagem.

Com sabores mediterrânicos e com espirais tricolores aqui está uma mistura simples mas muito saborosa que tanto serve para um almoço ou jantar rápido como para complementar uma jantarada de amigos.

Salada de Espirais Mediterrânica (ver receita)

massa no prato copy

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E para a sobremesa ter também algum requinte, mas centrada na fruta, aqui está uma meloa com mel.

Meloa com Mel (ver receita)

meloa no prato copy

meloa no prato2 copy


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Rojões com Chouriço Preto

Rojões são cubos de carne de porco, habitualmente frita em azeite e banha.

De norte a sul do país há diferentes receitas de rojões com pequenas variantes entre elas, esta que hoje fiz tem influências do norte, mas adaptada aos paladares cá de casa.

No norte é costume fritar fígado de porco e sangue cozido, que depois é junto à carne. Esta minha receita não levou esses ingredientes.

Fiz com chouriço preto mas com morcela fica igualmente bem, acompanhei com batatas fritas aos cubos e ainda ficou mais guloso, mas com um arroz branco também fica bem.

A partir de amanhã voltamos às comidinhas mais leves…

Rojões com Chouriço Preto (ver receita)

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Pudim de Abade de Priscos

Este pudim é típico de Braga mas a sua fama estende-se ao resto do país e estrangeiro.

Ainda em Março deste ano foi notícia, quando a Confraria Gastronómica do Abade comunicou a sua intenção de fazer chegar esta sobremesa ao Papa Francisco. 

A quem nunca experimentou quero desde já dizer que deve aceitar o desafio porque a sua confeção não é difícil.

Os perfecionistas que me perdoem pela sugestão que dou na receita para contornar a observação do ponto de açúcar, mas é uma forma de não criar obstáculos a quem não está muito à vontade a fazer caldas de açúcar.

Pudim de Abade de Priscos (ver receita)

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 Preferencialmente, o pudim deve ser confecionado num tacho de latão ou cobre, onde se coloca a água e o açúcar, mas a falta dele também não será impeditivo para o fazer e se deliciar com o pudim.

Diz-se que o Abade de Priscos, a quem era pedido para cozinhar para a família real sempre que esta se deslocava a Braga, costumava dizer acerca do seu pudim: “é facílimo de fazer mas difícil de acertar”. Pois o desafio hoje é fazer e acertar!

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